Sabias que a primeira exibição pública de voleibol em Torres Vedras aconteceu na Física?
Foi na festa do 8.º aniversário da Associação que os torreenses conheceram o “Wolley-Ball”, como então lhe chamavam. Os protagonistas foram Augusto Carneiro, Herlander Anacleto, Eugénio Silva, José Vasconcelos, Gilberto Gouveia, José Várzea, Inácio Guardalino, Jucelino Batalha, António Vasconcelos e Frederico Ribeiro. Praticantes de outras modalidades, apresentaram um desporto ainda pouco familiar em terras oestinas. Movia-os a curiosidade de experimentar e dar a conhecer algo novo, acrescentando mais uma valência à Física e afirmando o ecletismo que sempre a caracterizou.
Em 1935, o voleibol voltou a ser vedeta na festa de encerramento. No ano seguinte, durante as comemorações do 11.º aniversário, duas equipas da Associação defrontaram-se num encontro em que participaram Capote, Julião, Capelo, Vieira, Severino, Reinaldo, Costa, Faustino, Gomes, Silva, Mendes e Claudino. Depois, as notícias tornam-se mais espaçadas. Em 1952, realizou-se um encontro entre equipas da Física em Santa Cruz. Em 1963, nas comemorações do 38.º aniversário, defrontaram-se equipas da Escola Secundária Municipal e do Grupo Desportivo e Recreativo da Casa Hipólito. Procurava-se, uma vez mais, despertar o interesse necessário para dar continuidade à modalidade. Em 1975, o voleibol ganhou finalmente uma secção, com 27 praticantes. Porém, a experiência foi breve. Mas a história desta modalidade na Física não se fez de uma única tentativa: fez-se de regressos, de pessoas que voltaram a acreditar nela quando parecia ter ficado para trás. Em 2023, uma parceria com a Escola Secundária Henriques Nogueira abriu um novo capítulo. O voleibol granjeou atletas, adeptos e a simpatia do público, e a equipa alcançou em pouco tempo o título de campeã Nacional da 3.ª Divisão – época 2024-25. A conquista merece ser celebrada, claro! Ainda assim, o legado maior pertence à perseverança de quem, ao longo de quase um século, insistiu em trazer o voleibol de volta à Física.
O que teria sido desta história se, a cada tentativa falhada, ninguém tivesse ousado recomeçar?